Depois da repercussão do caso de Bruno Barros da
Silva, 29 anos, e seu sobrinho, Ian Barros da Silva, 19, ambos executados e
deixados na localidade da Polêmica, em Brotas, após serem acusados de cometer
um furto de alimentos no Atakadão Atakarejo de Amaralina, o supermercado
afastou seguranças envolvidos no caso através de sindicância interna.
Por meio de nota, o Atakarejo voltou a afirmar
que tem colaborado para resolução do caso desde o acontecimento e citou o
afastamento dos suspeitos. “Desde o início, a empresa vem colaborando com as
autoridades policiais. O Atakarejo informa que foi aberta sindicância interna
que decidiu pelo afastamento dos seguranças até que os fatos sejam devidamente
esclarecidos pelas autoridades competentes”, escreveu. O CORREIO procurou a
rede para saber o número exato de seguranças afastados, mas não obteve essa
informação.
A rede ainda prestou solidariedade às famílias
das vítimas e declarou que jamais toleraria um ato de violência. “A Rede
Atakarejo repudia o fato ocorrido e manifesta total solidariedade às famílias
das vítimas de violência no Nordeste de Amaralina, em Salvador. A empresa
reafirma o compromisso com o seu código de ética e conduta e que jamais irá
tolerar qualquer ato de violência”, concluiu.
Investigação
Após coletar novas imagens do circuito de câmeras
de vigilância, de um supermercado, no bairro da Amaralina, na terça-feira (4),
o Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) analisa os vídeos e a
Coordenação de Perícia em Audiovisuais do Departamento de Polícia Técnica (DPT)
realiza perícia no material. Laudos cadavéricos e periciais do local do crime
complementarão as investigações.
A delegada-geral Heloísa Campos de Brito
acompanha as investigações e pontua a devida aplicação da legislação penal.
“Cada desdobramento do DHPP sobre este caso é acompanhado por mim. Todos os
envolvidos com este crime serão responsabilizados, sejam eles quem forem, no
rigor da Lei”, afirmou.
De acordo com a diretora do DHPP, delegada Andrea
Ribeiro, mais de 10 pessoas já foram ouvidas. “Seguimos com desdobramentos das
apurações, para a identificação e localização dos autores”, afirmou. Outras providências não podem ser reveladas
para não atrapalhar as investigações.
Relembre o caso
Os corpos foram encontrados no porta-malas de um
carro, com marcas de tortura e de tiros, e identificados pela polícia. Segundo
os familiares de Bruno e Ian, após serem acusados de furto no supermercado, os
dois teriam sido entregues a traficantes por funcionários do estabelecimento.
Fotos que circulam nas redes sociais mostram tio
e sobrinho em três momentos. O primeiro logo após eles terem sido flagrados
roubando carne na rede de supermercado. Os dois estão agachados numa área
interna do estabelecimento, ao lado dos produtos que teriam sido furtados e de
um homem, apontado como segurança da loja.
O segundo momento mostra tio e sobrinho sentados
numa escadaria do Boqueirão - local do crime. Depois, os corpos foram levados
para a Polêmica.“Foram mais de dez [bandidos], todos armados, e levaram eles
para o Boqueirão. Lá, deram mais de 30 tiros de metralhadoras, pistolas,
escopeta e ainda deram facadas”, disse um amigo das vítimas, que também teve o
nome preservado.
Por meio da assessoria de comunicação, a rede de supermercado informou que "o Atakarejo é cumpridor da legislação vigente, e atua rigorosamente comprometido com a obediência às normas legais. Não compactua com qualquer ato em desacordo com a lei".
Fonte: Correio24horas

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