Em meio à
onda de calor que atinge principalmente as regiões Sudeste, Centro-Oeste e
parte do Sul do País na última semana, o Operador Nacional do Sistema Elétrico
(ONS) registrou um novo recorde de demanda instantânea de carga no Sistema
Interligado Nacional (SIN).
De acordo
com o ONS, às 14h37 da última sexta-feira (15), a carga de energia do SIN
atingiu o patamar de 102.478 megawatts (MW) e foi atendida por 92,5% de energia
renovável. A marca anterior foi de 101.860 MW, alcançada em 7 de fevereiro.
Considerando
todo o dia, a carga média também foi recorde, alcançando 91.338 megawatts
médios (MWmed), superando a marca de 90.596 MWmed registrada em 17 de novembro
de 2023.
"O
comportamento da carga foi influenciado por questões climáticas, principalmente
pelas elevadas temperaturas em quase todo o país, que teve o registro de mais
uma onda de calor", disse o ONS em nota.
Em
entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", a cientista Renata Libonatti, professora do Departamento
de Meteorologia da UFRJ, alerta que as ondas de calor matam mais do que chuvas
e deslizamentos. E alerta que esses fenômenos vão acentuar, ainda mais, as
desigualdades sociais.
A
condição climática do final de semana, com temperaturas acima dos 34º em
diversos Estados das Regiões Sudeste e Centro-Oeste podem levar a novos
recordes de demanda por energia nos próximos dias. De acordo com o Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet), na capital paulista os termômetros
registraram temperaturas de aproximadamente de 34,3 graus celsius (ºC) desde a
última sexta-feira (15).
Nos
últimos dias o órgão já havia emitido sinal de alerta para a onda de calor
intenso em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, e Parte de Santa Catarina e
Rio Grande do Sul. Já para os próximos dias, a previsão é que no Sul do País
ocorram tempestades com pancadas de chuva e rajadas de vento de acima dos 70
quilômetros por hora (km/h), além da possibilidade de granizo.

Postar um comentário