A
Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (Clia Brasil) anunciou a suspensão
voluntária das operações nos portos do Brasil até 21 de janeiro deste ano. A
medida ocorre com efeito imediato para novas partidas e nenhum hóspede será
embarcado até o dia 21 de janeiro. Os cruzeiros atuais vão finalizar os seus
itinerários conforme planejado.
A
entidade informou que está trabalhando em nome das companhias de cruzeiros que
operam no país – MSC Cruzeiros e Costa Cruzeiros – para alinhar interpretações
e aplicações dos protocolos operacionais de saúde e segurança que haviam sido
aprovados no início da temporada, em novembro, com as autoridades do governo
federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estados e municípios.
“Nas
últimas semanas, as duas companhias de cruzeiros afetadas experimentaram uma
série de situações que impactaram diretamente as operações nos navios, tornando
a continuidade dos cruzeiros neste momento impraticável. Além disso, a
incerteza operacional causou inconvenientes significativos para os hóspedes que
contavam com suas férias no mar com rígidos protocolos de segurança”, disse a
associação no comunicado.
Ontem
(2), a Anvisa divulgou comunicado em que contraindica embarques em navios de
cruzeiro neste momento. “Em vista dos últimos acontecimentos, a Anvisa
contraindica o embarque de passageiros que possuem viagens programadas em
navios de cruzeiro para os próximos dias, em especial diante do aumento
vertiginoso de casos de covid-19, com identificação de surtos a bordo das
embarcações que operam na costa brasileira”, diz a nota.
“A
recomendação da Agência leva em consideração a mudança rápida no cenário
epidemiológico, o risco de prejuízos à saúde dos passageiros e a
imprevisibilidade das operações neste momento”, acrescentou a Anvisa.
A Anvisa
já havia recomendado ao Ministério da Saúde, na última sexta-feira (31), a
suspensão provisória da temporada de navios de cruzeiro, até que sejam
debatidas as questões que envolvem uma eventual retomada das operações.
Segundo a
Clia, a atual temporada, após o término da suspensão voluntária, poderá ser
cancelada na íntegra se não houver adequação e alinhamento entre todas as
partes envolvidas para possibilitar a continuidade da operação.
Os protocolos vigentes, conforme informou a
associação, são os seguintes:
–
Vacinação completa obrigatória para hóspedes e tripulantes (elegíveis dentro do
Plano Nacional de Imunização);
–
Testagem pré-embarque (RT-PCR até três dias antes ou Antígeno até um dia antes
da viagem);
–
Testagem frequente de no mínimo 10% das pessoas embarcadas e tripulantes;
–
Capacidade reduzida a bordo para facilitar o distanciamento social de 1,5m
entre os grupos e permitir a distribuição de cabines reservadas para isolar
casos potenciais;
– Uso
obrigatório de máscaras;
–
Preenchimento de formulário de saúde pessoal (DSV – Declaração de Saúde do
Viajante);
– Ar
fresco sem recirculação, desinfecção e higienização constantes;
– Plano
de contingência com corpo médico especialmente treinado e estrutura com
modernos recursos para atendimento dos hóspedes e tripulantes;
– Medidas
de rastreabilidade e comunicação diária com a ANVISA, Municípios e Estados.
Os
moradores do Rio de Janeiro e de cidades próximas que estavam nos cruzeiros
foram direcionados para ficarem isolados em suas casas ou de parentes ou
amigos. Quem não mora no estado foi colocado em um hotel na cidade. As nove
pessoas nessa situação ficarão em isolamento por um prazo de 10 dias a contar
do início dos sintomas.
Casa Civil
Por meio
de nota, a Casa Civil confirmou a suspensão temporária da temporada de
cruzeiros no Brasil até 21 de janeiro. De acordo com o comunicado, após
recomendação da Anvisa, o governo federal se reuniu com empresas do setor e com
secretários de Saúde de estados e municípios para discutir o atual plano de
operacionalização da atividade de cruzeiros diante do aumento de casos da variante
Ômicron em embarcações na costa brasileira, mesmo que, em sua totalidade, leves
ou assintomáticos.
“O governo federal continuará, nos próximos dias, a promover reuniões com municípios, estados e empresas para, juntos, reavaliarem a possibilidade do retorno das atividades”, informou a Casa Civil.
Fonte: Bahia.Ba
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