Começam
nesta terça-feira (24) os Jogos Paralímpicos de Tóquio. Serão 13 dias em que
atletas do mundo inteiro disputarão medalhas em 22 modalidades. Entre as estrelas
do esporte paralímpico, estarão no Japão as nadadoras norte-americanas Jessica
Long e McKenzie Coan e o alemão Markus Rehm, do salto em distância.
Estarão
em ação a seleção australiana de rugby em cadeira de rodas, atual campeã
paralímpica, e a até agora imbatível seleção brasileira de futebol de 5, quatro
vezes medalhista de ouro. Só os brasileiros subiram no lugar mais alto do pódio
desde a introdução da modalidade no programa paralímpico, em 2004.
Também
participa, é claro, o brasileiro Daniel Dias, o maior medalhista paralímpico da
história, com 24 medalhas em três jogos. Dessas, 14 de ouro, sete de prata e
três de bronze. “Minha motivação é estar apto a ser melhor o tempo todo e
mostrar que posso ir além, ter melhores marcas”, disse o nadador ao site
oficial dos Jogos.
Refugiados
Assim
como nos Jogos Olímpicos, os Paralímpicos trazem um time de atletas refugiados.
Eles representam milhões de pessoas que se viram obrigadas a deixar seus países
fugindo de conflitos, guerras, perseguições ou pobreza extrema.
O time de
refugiados é composto por seis atletas: Parfait Hakizimana, atleta de taekwondo
nascido no Burundi; Ibrahim Al Hussein, nadador nascido na Síria; Shahrad
Nasajpour, do arremesso de disco, nascido no Irã; Alia Issa, atleta do arremesso
de peso nascida na Grécia, mas filha de refugiados sírios; e Anas Al Khalifa,
canoísta nascido na Síria.
Brasil
Não é só
de Daniel Dias que o Brasil viverá em Tóquio daqui até o dia 5 de setembro. A
delegação brasileira será composta por 259 atletas. São 163 homens e 96
mulheres. Entre elas e eles estão atletas sem deficiência como guias,
calheiros, goleiros e timoneiro. Eles são os olhos, ouvidos e mãos dos
paratletas.
Nunca uma
missão brasileira em Jogos Paralímpicos no exterior foi tão grande. A
modalidade com o maior número de atletas é o atletismo, com 65 representantes e
19 atletas-guia. Em seguida, a natação com 36 atletas. O Brasil estará
representado em 20 das 22 modalidades: atletismo, bocha, canoagem, ciclismo,
esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, goalball, halterofilismo, hipismo,
judô, natação, parabadminton, parataekwondo, remo, tênis de mesa, tênis em
cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo e vôlei sentado.
O Brasil
conquistou 301 medalhas na história dos jogos. Dessas, 87 são medalhas de ouro.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) confia que o país chegue à centésima
medalha de ouro ainda nesta edição. Faltam 13 para alcançar a meta. Nos jogos
do Rio, em 2016, o Brasil levou 14 ouros para casa.
A
delegação brasileira se preparou para os jogos no Centro de Treinamento
Paralímpico, em São Paulo. O CPB adotou o “formato bolha”, com as seleções
brasileiras preparando nesse local seus atletas, obedecendo, segundo o CPB,
rígidos protocolos de saúde de segurança. Em maio deste ano, o Brasil recebeu a
doação do Comitê Olímpico Internacional (COI) de vacinas da Pfizer e da
Coronavac para aplicação em atletas, comissão técnica, estafe, e demais membros
da delegação brasileira que seguiria para Tóquio a partir de 5 de agosto.
O Brasil
estreia nos jogos amanhã, primeiro dia oficial de competições do evento, com o
time de goalball, em partida contra a Lituânia, às 21h (horário de Brasília),
na natação, no ciclismo, no tênis de mesa e na esgrima em cadeira de rodas. Na
natação, na esgrima em cadeira de rodas e no ciclismo, haverá a disputa de
medalhas
A TV Brasil é emissora oficial dos jogos . Ela transmite ao vivo a cerimônia de abertura e a solenidade de encerramento além das principais competições nas diferentes modalidades, com destaque para a participação dos atletas brasileiros em esportes coletivos e individuais.
Fonte: Bahia.Ba

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