Mais de 2
bilhões de pessoas carecem de serviços básicos de saneamento básico no mundo,
apontou um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o
desenvolvimento mundial da água. De acordo com o documento, apesar do progresso
nos últimos 15 anos, o direito à água potável segura e limpa e ao saneamento é
inacessível para grande parte da população mundial. Em 2015, três em cada 10
pessoas (2,1 bilhões) não tinham acesso a água potável e 4,5 bilhões de
pessoas, ou seis em 10, não tinham instalações de saneamento com segurança. “Se
a degradação do meio ambiente e a pressão insustentável sobre os recursos
hídricos globais continuarem no ritmo atual, 45% do Produto Interno Bruto
global e 40% da produção global de grãos estarão em risco até 2050. Populações
pobres e marginalizadas serão afetadas de forma desproporcional, agravando
ainda mais as desigualdades”, ressalta o presidente da ONU-Água e presidente do
Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Gilbert F. Houngbo. Segundo
Houngbo, o documento aponta a necessidade de adaptar abordagens, tanto na
política quanto na prática, para abordar as causas da exclusão e da
desigualdade. Cenário global – O relatório informa que metade das pessoas que
bebem água de fontes não seguras vivem na África. Na África Subsaariana, apenas
24% da população têm acesso a água potável e 28% têm instalações de saneamento
básico que não são compartilhadas com outras famílias. Quase metade das pessoas
que bebem água de fontes desprotegidas vivem na África Subsaariana, onde o ônus
da coleta recai principalmente sobre mulheres e meninas, muitas das quais
gastam mais de 30 minutos em cada viagem para buscar água. Sem água e saneamento
seguro e acessível, essas pessoas provavelmente enfrentarão condições de saúde
e de vida precárias, desnutrição e falta de oportunidades de educação e
emprego. As discrepâncias são significativas mesmo dentro dos países,
especialmente entre os ricos e os pobres. Nas áreas urbanas, pessoas que vivem
em acomodações improvisadas sem água corrente podem pagar de 10 a 20 vezes mais
caro que moradores de bairros mais ricos por água de qualidade semelhante ou
menor comprada de vendedores ou caminhões-tanque.
Fonte: Agência
Brasil.

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