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Arquidiocese de São Paulo celebrou, no fim da tarde de hoje (18), na Catedral
da Sé, no centro da cidade, missa em memória dos mortos no ataque à Escola
Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), quarta-feira passada (13). A
cerimônia, celebrada pelo arcebispo metropolitano de São Paulo, dom Odilo Pedro
Scherer, foi proposta pela Pastoral do Menor, por entidades de direitos humanos
e pela própria arquidiocese. No sermão, dom Odilo fez uma reflexão sobre as
razões que podem ter levado dois jovens a cometer o massacre, e destacou a presença
do “vírus” da violência e do ódio no convívio social. “A sociedade está doente.
Está doente de violência; o vírus da violência tomou conta. Está doente de
ódio. O bacilo da violência pega. O ódio é contagiante. A sociedade está doente
de desprezo pela dignidade do próximo e de si mesmo. Perdeu o rumo, os valores
a partir dos quais é possível edificar a convivência, a paz, o respeito, e a
dignidade”, disse o arcebispo. “O que está acontecendo de errado na sociedade
para que o mundo fique doente de ódio, de violência, de injustiça, e desprezo
pela vida? Caberia, sim, um bom exame de consciência, em vez de simplesmente
procurar culpados. E, achado um culpado, nós nos considerarmos, portanto, todos
justificados. Ele que pague, nós estamos todos isentos. Há muita coisa de
errado no convívio social”, questionou dom Odilo. Ele mencionou ainda as
referências que estão sendo oferecidas aos jovens e indagou quais valores estão
sendo transmitidos para eles "se alimentarem". "Do que se
alimentavam esses dois jovens? Quem lhes dava alimento? É isso que é preciso
procurar. Nossas crianças estão se alimentando bem para se afastar do bacilo do
ódio, da vingança e da destruição?". Presente à cerimônia, o especialista
em direitos da criança e do adolescente, Ariel de Castro Alves, defendeu a
busca pelo diálogo como forma de combater a violência. “A melhor prevenção é
pelo diálogo e pela relação de confiança entre estudantes e educadores, para
que os jovens alertem sobre as situações de violência atuais e futuras. Dessa
forma, os pais, a polícia, os conselhos tutelares, as promotorias e varas da
Infância e Juventude devem ser acionados”, disse Ariel, que é membro do
Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana (Condepe). Nesta terça-feira
(19), em Suzano, será celebrada a missa de sétimo dia dos mortos no ataque à
escola. Na manhã de quarta-feira passada, depois de matar um empresário, dois
jovens invadiram a escola e atiraram a esmo em estudantes e profissionais que
estavam no local. Cinco alunos e duas professoras foram mortos. Com a chegada
de policiais, um dos atiradores atirou no companheiro e se matou em seguida.
Onze pessoas ficaram feridas no tiroteio.
Fonte: Agencia Brasil

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