O
Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou que a Prefeitura
de São Félix do Coribe, no oeste da Bahia, suspenda a contratação da banda
Mastruz com Leite, que se apresentaria na festa de São João da cidade, no dia
22 de junho.
De acordo
com a decisão do TCM, a contratação da banda de forró, no valor de
R$170.000,00, ultrapassa a média de valores cobrados, que seria de R$
81.250,00.
“A
contratação foi realizada com valor superior aos cobrados pelo mesmo grupo
musical em outras cidades, isto é, de forma desarrazoada, antieconômica,
desproporcional e ferindo a moralidade administrativa, por meio de Contrato
Inválido", diz trecho do documento.
Através
da assessoria de comunicação, a banda Mastruz com Leite declarou que foi
procurada pela Prefeitura e solicitada para que aguardassem, "porque eles
(prefeitura) estão resolvendo essa parte com o Ministério Público". A
assessoria ainda acrescentou que não há irregularidades por parte da banda.
O CORREIO
procurou a prefeitura de São Félix do Coribe, mas não houve resposta até o
momento desta publicação.
Entenda o caso
No dia 13
de março, em decisão monocrática, o conselheiro José Alfredo Rocha Dias, hoje
aposentado, deferiu a liminar requerida pela
25ª Inspetoria Regional de Controle Externo do TCM, com sede no
município de Santa Maria da Vitória, determinando a imediata rescisão do Contrato
Administrativo firmado pela Secretaria Municipal de Educação, através do Fundo
Municipal de Educação do município, com a empresa DAM – Eventos Diversionais,
em razão da irregularidade no processo de inexigibilidade.
Já no dia
29 do mesmo mês, essa decisão monocrática - cujo voto foi apresentado pelo
conselheiro substituto Antonio Carlos Silva, que ocupa temporariamente a vaga
deixada pelo conselheiro José Alfredo - foi apreciada pelos conselheiros da 1ª
Câmara do TCM e aprovada – sendo determinada a imediata sustação de pagamentos
à empresa contratada.
Esta
decisão é cautelar e foi tomada "em razão da necessidade de uma ação
imediata, com vistas a proteger o interesse público e evitar a concretização de
gastos em valores irrazoáveis."
Agora, o
Termo de Ocorrência vai tramitar normalmente para, ao final, haver uma análise
do mérito da matéria e, se for o caso, a punição dos responsáveis.
Fonte: Correio24horas

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