A cantora
movia um processo contra o apresentador Marcão do Povo após ser chamada de
“pobre macaca” por ele durante a exibição do programa ‘Balanço Geral’ (Record
TV), em janeiro de 2017.
Em nota
enviada ao site do jornalista Hugo Gloss, Lud desabafou: “Ontem foi mais um dia
difícil na vida de quem luta contra o preconceito. Surpreendentemente, mesmo
após a utilização dos termos ‘pobre e macaca’ contra mim, o Juízo da 3a Vara
Criminal de Brasília entendeu que não houve, por parte do apresentador Marcão
do Povo, a intenção de ofender (?!). Pois eu digo: ofendeu sim e meus
advogados
estão preparando o recurso cabível”.
Ela ainda
acrescentou: “Como pode? Eu, quieta, na minha, do nada vem um racista me
atacando em rede nacional. Não podemos descansar até que seja feita justiça.
Não conheço este senhor e nunca troquei uma palavra com ele para receber
qualquer insulto. Entendam de uma vez por todas: mesmo quando eu estou na
cadeira de vítima dão um jeito de me sentar na de vilã”, fazendo referência ao
título do seu recente álbum.
Rannieri
Lopes, advogado do apresentador Marcão do Povo, também se pronunciou nas redes
sociais após a decisão: “O juiz entendeu que não teve dolo, não teve vontade,
houve apenas um comentário jornalístico, que é resguardado pela Constituição, e
o Marcão do Povo foi absolvido deste crime”. Ele ainda comunicou que o
entendimento “abre para o Marcão a possibilidade de reparação e danos morais”.
Ludmilla
X Marcão do Povo: entenda todo o caso polêmico
Em
janeiro de 2017, no programa ‘Balanço Geral DF’, durante o quadro ‘A Hora da
Venenosa’, da RecordTV, o apresentador Marcão do Povo se referiu à Ludmilla
usando o termo “macaca” durante um comentário sobre a cantora estar evitando
fotos com fãs.
É uma
coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca, pobre, mas pobre mesmo.
Sempre falo, eu era pobre e macaco também”, disse o apresentador.
Por causa
desse comentário polêmico, Marcão, que apresentava o “Balanço Geral DF”, foi
demitido da emissora e processado não só por Ludmilla como, também, pelo
Ministério Público, por injúria racial. Em sua defesa, o apresentador alegou
que usou um “termo regional” e não quis cometer racismo.
Fonte: Notícias de Brasília

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