A principal quadrilha responsável pelos assaltos
à banco que tomaram conta no interior baiano desde o mês de abril foi
desarticulada depois de uma ação comandada pelo Departamento de Repressão e
Combate ao Crime Organizado (Draco). Ao
todo, em 2021, 28 ataques a bancos com explosivos já foram registrados no
estado.
“Temos evidências para acreditar que boa parte
dessas ocorrências registradas no nosso estado em 2021 foi orquestrada por essa
quadrilha. Os esforços de investigação seguem no sentido de identificar se
temos ainda outros membros remanescentes desse grupo que ainda não foram
capturados”, diz o diretor do Draco, José Bezerra Júnior, em coletiva vitual
para a imprensa. Ao todo, oito suspeitos
foram identificados. Sete foram encontrados após um cerco armado pelas equipes
da Polícia na cidade de Maracás. Na abordagem realizada aos suspeitos, cinco
acabaram mortos em confronto.
A última prisão, daquele identificado como líder
da quadrilha, foi realizada no último dia 22 na cidade de Osasco, em São Paulo.
Equipes baianas realizaram a ação na cidade paulista e o suspeito já foi
transferido para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. A
identidade do suspeito não foi revelada. “É um indivíduo que as investigações
apontam que foi pessoalmente executar alguns dos ataques”, explica Bezerra.
Ainda segundo o diretor do Draco, as ações com
explosivos no interior baiano ocorridas até o dia 7 de maio, quando três
agências foram atacadas na cidade de Correntina, no interior baiano teriam sido
realizadas pela quadrilha. Questionado pelo Metro1, o delegado aponta uma
possível relação dos presos com os ataques registrados a agências da Caixa
Econômica Federal no fim de maio. “As investigações relacionadas a essas
ocorrências ainda estão em curso. Há uma possibilidade dessas duas ocorrências
da capital realmente serem de remanescentes, que realmente tenham alguma
ligação com esse grupo”, explicou.
Ainda segundo o diretor, ainda não é possível apontar relação do de membros remanescentes do grupo com os ataques mais recentes registrados nesta quarta-feira (2). “Sobre as ocorrências de hoje ainda é precoce dizer se há ligação já que as investigações começaram hoje”, concluiu.
Fonte: Metro 1

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