Em
tempos de isolamento social, a internet vem sendo o espaço ideal para matar o
tédio e passar o tempo ocioso. Com isso, o aplicativo FaceApp voltou a ser
febre nas redes sociais.
A
brincadeira com o aplicativo faz com que homens se transformem em mulheres e
vice-versa, além de envelhecer algumas imagens. Diversos famosos se renderam ao
aplicativo e compartilharam as imagens em suas redes sociais. Mas é necessário
manter o alerta ligado com a plataforma.
Criado
pela empresa russa Wireless Lab, o aplicativo foi acusado de roubar dados
pessoais dos usuários, chegou a ser investigado pelo FBI e no Brasil recebeu
uma notificação do Procon.
O
“roubo” acontece ao aceitar os termos de uso da plataforma e autorizar o app a
coletar e utilizar de algumas das suas informações pessoais, como dados de
navegação e fotos. O acesso a todas esses dados é informado pela própria
plataforma em sua política de privacidade.
“Usamos
ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e as
tendências de uso do serviço. Estas ferramentas reúnem informação enviada pelo
seu dispositivo ou pelo nosso serviço, incluindo as páginas web que visita,
add-ons, e outra informação que nos ajude a melhorar o serviço. Reunimos e
usamos esta informação analítica juntamente com informação analítica de outros
utilizadores, para que não possa ser usada para identificar qualquer utilizador
individual em particular”.
Para
quem ficou com medo e deseja remover seus dados da plataforma é necessário
entrar na aba de “Configurações” do aplicativo, clicar em “Suporte”, selecionar
“Reportar erros e enviar logs” e fazer sua solicitação. Ou então simplesmente
desativar as permissões de acesso nas configurações do seu Smartphone.
Alguns
especialistas em tecnologia, no entanto, tranquilizam os usuários do
aplicativo. Todas as informações fornecidas para o FaceApp já estão disponíveis
em outras redes sociais como Facebook, Twitter, LinkedIn além de outros
aplicativos como o WhatsApp e Instagram.
O
advogado Michael Bradley disse em entrevista ao ABC News que a atenção precisa
ser redobrada assim como qualquer outro aplicativo que a pessoa use. “Qualquer
um que tenha colocado seu rosto [em uma plataforma] online com seu nome e
outros dados de identificação – por exemplo, qualquer pessoa com um perfil de
rede social ou site – já está muito vulnerável a ser capturado digitalmente
para futuros usos de reconhecimento facial”, alertou Bradley que garante que o
perigo do FaceApp não é muito grande.
Além
da polêmica com os dados, a inteligência artificial do aplicativo foi acusada
de racismo ao embranquecer pessoas negras a partir de um filtro de
embelezamento para tornar a selfie do usuário “mais sexy”. Os desenvolvedores
da plataforma chegaram a se desculpar publicamente pelo ocorrido.
“Nossas
desculpas por este problema inquestionavelmente sério. É um efeito indesejável
da rede neural do aplicativo, mas não é um comportamento que desejamos. Para
resolver o problema, nós renomeamos o efeito para excluir qualquer conotação
associada a ele. Também estamos trabalhando para encontrar uma solução
definitiva”, declarou via nota.
Fonte: Bahia.Ba

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